O Clube

O Clube de Regatas do Flamengo é um clube poliesportivo brasileiro com sede na cidade do Rio de Janeiro fundado para disputas de remo em 1895. Criado no bairro de mesmo nome, o clube mudou-se para o bairro da Gávea na primeira metade do século XX.Sua atuação no futebol iniciou-se em 1912. Suas maiores glórias neste esporte são o Campeonato Mundial de Clubes e a Copa Libertadores de 1981. Além disso, o Flamengo é o clube com maior número de Títulos Nacionais no Brasil, empatado com o São Paulo, em números de títulos do Campeonato Brasileiro de Futebol, cinco conquistas[1], mais dois títulos da Copa do Brasil e uma Copa dos Campeões , totalizando oito títulos nacionais. Além disso, detém ao lado do Botafogo, a maior seqüência invicta do futebol brasileiro, 52 jogos sem derrotas em 1979.O Flamengo é o clube com o maior números de torcedores do Brasil de acordo com pesquisas do IBOPE[2] e Datafolha. Estima-se ter uma torcida entre 30 a 35 milhões de torcedores só no Brasil.

Em 2007, foi sancionado pelo governador Sérgio Cabral Filho o Dia do Flamengo[3]. A data comemorativa no calendário do estado do Rio de Janeiro homenageia a fundação do clube rubro-negro. Também em 2007, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro César Maia tombou a Torcida do Flamengo[4] como Patrimônio Cultural da Cidade por promover espetáculos de alegria no Maracanã e em diversos estádios.

Índice – Wikipédia – Flamengo

  • 1 História
    • 1.1 A origem
    • 1.2 A fundação
    • 1.3 O início no futebol
      • 1.3.1 A primeira partida
    • 1.4 A Gávea
    • 1.5 A era Zico – Os anos 80
    • 1.6 Pós-Zico
    • 1.7 Time dos Sonhos
    • 1.8 Craques Revelados
    • 1.9 Casos de corrupção e o fantasma do rebaixamento
    • 1.10 Flamengo, o despertar de um gigante adormecido
    • 1.11 Arrancada Histórica no Brasileirão
  • 2 Modalidades
  • 3 Sedes e estádios
    • 3.1 Gávea
    • 3.2 CT Ninho do Urubu
    • 3.3 Maracanã
  • 4 Títulos
    • 4.1 Futebol
      • 4.1.1 Mundiais
      • 4.1.2 Continentais
      • 4.1.3 Nacionais
      • 4.1.4 Regionais
      • 4.1.5 Estaduais
    • 4.2 Basquete
      • 4.2.1 Masculino
      • 4.2.2 Feminino
      • 4.2.3 Outras Conquistas
    • 4.3 Vôlei
      • 4.3.1 Masculino
      • 4.3.2 Feminino
    • 4.4 Remo
    • 4.5 Pólo Aquático
    • 4.6 Natação
    • 4.7 Ginástica olímpica
    • 4.8 Futsal
  • 5 Elenco atual
  • 6 Jogos em 2008
  • 7 Principais jogadores
  • 8 Artilheiros
  • 9 Presidentes
  • 10 O Dia do Flamengo
  • 11 Cronologia
  • 12 Hino
  • 13 Mascote
  • 14 Santo Padroeiro
  • 15 Esportes praticados no clube
  • 16 Principais atletas
  • 17 Torcidas organizadas
    • 17.1 Raça Rubro-Negra
    • 17.2 Torcida Jovem do Flamengo
    • 17.3 Fla Manguaça
    • 17.4 Urubuzada
  • 18 Ver também
  • 19 Bibliografia
  • 20 Ligações externas
  • 21 Referências

História

Ver artigo principal: História do Clube de Regatas do Flamengo

A origem

Ver artigo principal: Origem do Clube de Regatas do Flamengo

Em fins do século XIX, o remo dominava o Rio de Janeiro. O futebol começava a aparecer em alguns clubes, mas ainda era olhado com certo temor, pois não estava sendo recebido com entusiasmo pela sociedade carioca. Entretanto, como era o remo quem mandava, as competições movimentavam as manhãs no Rio antigo e não havia praia que não tivesse o seu grupo de regatas. A turma da praia do Flamengo não acompanhava o resto dos rapazes, preferindo os passeios de barco pela baía e o bate-papo no Lamas, o já famoso restaurante do Largo do Machado.

Entretanto, a idéia de se formar um grupo na praia mais movimentada do Rio começava a nascer e numa noite de setembro de 1895, José Agostinho Pereira da Cunha perguntou a Nestor de Barros, Mário Spínola e Augusto da Silveira Lopes o que achavam em de se fundar um clube de remo. Eles concordaram com a idéia, a notícia correu logo pelo Largo do Machado e as adesões surgiram na primeira noite. Entretanto, para se tornar um clube de regatas, havia necessidades de um barco, naturalmente.

Havia uma baleeira a cinco remos, meio gasta, que poderiam comprar. E nada mais justo do que os que tivessem dinheiro fossem os primeiros a colaborar e, assim, Mário Spínola, Felisberto Laport, Nestor de Barros, José Félix da Cunha Menezes e José Agostinho Pereira da Cunha contribuíram com quatrocentos mil réis, o suficiente para a compra da veterana embarcação, que teria que passar por uma reforma completa para ser o barco oficial do novo grupo que se formava.

Pherusa foi o nome dado ao barco e, para os devidos reparos, alguém indicou um armador de Maria Angu. Serviço perfeito por duzentos e cinqüenta mil réis e, mais uma vez, o pessoal que podia colaborar, colaborou. A manhã do dia 6 de outubro foi uma festa, pois era a data marcada para apanhar a ambicionada Pherusa.

Um bom grupo foi formado para ir buscar o barco: Nestor de Barros, José Félix, José Agostinho, Mário Espínola, Felisberto Laport, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia partiram felizes e mais felizes ficaram ao contemplar Pherusa, novinha em folha, a balançar-se no mar.

Depois do meio-dia saíram orgulhosos da Ponta do Caju já na embarcação. Mário Espínola dirigia o barco e apesar do tempo feio, nada tirava a empolgação dos rapazes. Entretanto, começou a ventar e a chover e, para tristeza de todos, a Pherusa não conseguia resistir e acabou naufragando. O medo tomou conta dos tripulantes e cada um procurava se manter de qualquer maneira seguro ao que ainda restava do barco. Bahia resolveu nadar até a praia em busca de ajuda, pois era um excelente nadador e o única capaz de tal tarefa.

Bahia sumiu, o vento parou, assim como a chuva e, de repente, uma lancha vinda da Penha viu o sinal de Mário Espínola – uma bandeira branca – e veio buscar os náufragos. Os tripulantes da lancha Leal salvaram todos e rebocaram a pobre Pherusa, totalmente destroçada.

Entretanto, o barco pouco importava, queriam saber de Bahia. Felizmente, Bahia era um bom nadador mesmo e, depois de quatro horas de luta, conseguir chegar à praia, feliz por lá encontrar os seus companheiros. A recuperação de Pherusa foi mais uma vez iniciada, mas quando o barco já estava sendo preparado para novas batalhas, foi roubado e nunca mais foi encontrado. Ficou de Pherusa apenas a lembrança e o desejo de todos em fundar realmente um grupo de regatas.

A fundação

Ver artigo principal: Fundação do Clube de Regatas do Flamengo

Um novo barco foi comprado e recebou o nome de Scyra. Faltava agora só reunir o pessoal e fundar o grupo. Na noite do dia 17 de novembro de 1895, muita gente estava num dos corredores da casa número 22 da Praia do Flamengo, onde Nestor de Barros morava num dos quartos. Lá, há muito tempo, já guardavam Pherusa e depois Scyra. A reunião começou e o Grupo de Regatas Flamengo nasceu e com ele a sua primeira diretoria:

  • Domingos Marques de Azevedo, presidente
  • Francisco Lucci Colas, vice-presidente
  • Nestor de Barros, secretário
  • Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro

Além dos eleitos, foram destacados como sócios fundadores José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas foram considerados sócio fundadores. Na oportunidade, ficou resolvido que a data oficial da fundação do clube seria 15 de novembro, feriado nacional.

As cores iniciais foram azul e ouro em listras horizontais bem largas. Entretanto, em 1898, por proposta de Nestor de Barros, houve mudança dessas cores para as atuais: vermelho e preto.

Novos barcos foram sendo comprados e o Flamengo começou a competir e na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil conquista a sua primeira vitória com Irerê, uma baleeira a dois remos, no dia 5 de junho de 1896. Anteriormente, o Flamengo só havia obtido colocações secundárias e muitos segundos lugares, o que lhe valeu, inclusive, o apelido de Clube de Bronze.

Em 1902, diante de seu crescimento, houve a transformação para Clube de Regatas do Flamengo.

O início no futebol

A partir de 1902, o remo passou a dividir com o futebol a preferência popular. Assim, os associados do Flamengo tornaram-se sócios também do Fluminense para acompanhar o futebol e os do clube das Laranjeiras vieram para o rubro-negro, a fim de acompanhar as regatas. Alberto Borgerth representava bem o exemplo, pois pela manhã remava pelo Flamengo e à tarde jogava pelo seu clube, o Fluminense.

Entretanto, em 1911, houve a cisão no Fluminense e muitos jogadores do tricolor vieram para o Flamengo, resolvendo em assembléia do dia 8 de novembro de 1911 fundar um departamento de esportes terrestres, com Alberto Borgerth na direção. A briga entre Oswaldo Gomes e muitos dos jogadores do primeiro quadro do Fluminense foi a razão da discórdia e, enquanto alguns falavam em trocar de clube e outros mesmo em abandonar o futebol, surgiu a idéia de Borgerth, de se criar uma seção de futebol no Flamengo. A proposta foi aprovada e consagrada na assembléia do clube realizada no dia 8.

A primeira partida

Na Praia do Russel foram feitos os primeiros treinos e no dia 3 de maio de 1912, já devidamente filiado à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, o Flamengo realizou a sua primeira partida. Foi no campo do América e os rubro-negros venceram o Mangueira por 16 a 2, sendo que o juiz foi o consagrado Belfort Duarte. O quadro do Flamengo formou com Baena; Píndaro e Nery; Coriol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth.

A Gávea

Estádio da Gávea visto detrás de gol atualmente.

Estádio da Gávea visto detrás de gol atualmente.

O primeiro gramado conseguido pelo Flamengo localizava-se na Praia do Russel. Nele foram feitos os primeiros treinos, mas para os jogos do campeonato, conseguiu-se rendar o campo da rua Paiçandu. Na administração de Burle de Figueiredo, verificou-se um surto de progresso e expansão, incrementando-se a prática de diversos esportes.

O Flamengo passou a disputar vários campeonatos, construindo-se, então, o rink para a prática do basquete e da patinação. Outro grande evento da época foi a aquisição da sede náutica. A vida esportiva do clube transcorria normalmente. A conquista de brilhantes vitórias alcançadas pelos seus atletas nas competições aquáticas não sofreu solução de continuidade com o advento da prática dos desportos terrestres, nem tampouco com a passagem do amadorismo para o profissionalismo. Todavia, volta e meia, grandes dificuldades tinham de ser contornadas. Ficou-se na lembrança o plano utilizado na compra dos prédios nos 66 e 68 da praia do Flamengo (hoje sede velha) e que consistiu no acréscimo das mensalidades, destinado ao pagamento da dívida. Em pouco tempo os dirigentes de então liquidaram esse compromisso, sem que houvesse desvios de verba para pagamentos de outra natureza que não a pertinente aos fins a que a mesma se destinava. Mas eis que, ao terminar o arrendamento do campo da rua Paiçandu, os seus proprietários não concordaram com a renovação do contrato, concedendo ao Flamengo, apenas, uma opção de compra. Na falta de verba para atender a uma operação tão vultosa, ficou o Flamengo, novamente sem praça de esportes. Foi quando Pascoal Segreto encetou a campanha pró-estádio da Gávea.

Para complementação da área doada foi preciso aterrar uma faixa da lagoa. De 1940 a 1948, os irmãos Pedro e Paulo Ramos Nogueira trabalharam incansavelmente na conquista da área que faltava. E na gestão de Dario de Melo Pinto, no ano de 1948, em face do término das obras do aterro, pleiteou-se à prefeitura do antigo Distrito Federal, por intermédio de Antero Coelho, a regularização definitiva da doação que fora feita pelo prefeito Pedro Ernesto, o que foi atendido pelo sócio benemérito General Ângelo Mendes de Morais, naquela época Prefeito da cidade.

A garagem da lagoa e aquela ponte da praia do Flamengo que deixou de existir com as obras de duplicação das pistas e posteriormente do aterro, foram obras da administração Bastos Padilha, durante a qual se fomentou uma campanha para solucionar definitivamente o problema da nossa praça de esportes, visto que o Flamengo se vinha utilizando do campo do Fluminense, em troca de uma pequena participação na renda das suas partidas. José Bastos Padilha, Alexandre Baldassini e Mário de Oliveira foram as grandes figuras dessa luta. Para apurar a verba necessária à construção do estádio da Gávea, lançaram uma campanha de aumento de sócios proprietários. E foi em 1938, já na administração Raul Dias Gonçalves, que o Flamengo inaugurou o seu estádio, na Gávea, já há alguns anos totalmente murado e que dispõe de uma área útil total de 60 mil metros quadrados.

Por decreto legislativo da antiga Câmara dos Deputados do antigo Distrito Federal, o Flamengo já possuía uma área de 50 metros de frente por 50 de fundos, na Avenida Rui Barbosa. E na administração Gustavo de Carvalho pleiteou o então Ministro da Guerra, Marechal Eurico Gaspar Dutra, um terreno vizinho a esse que fora anteriormente obtido na administração José Bastos Padilha. Eram mais 93 metros de frente por 50 metros de fundos. Atendida essa pretensão, ficou o Flamengo de posse de dois terrenos situados num dos pontos mais pitorescos da baía da Guanabara. E estava aberto, assim, o caminho para a concretização de uma velha aspiração rubro-negra: a construção de uma sede social capaz de atender às necessidades de uma entidade com tão alto coeficiente de expansão. Uma comissão encarregou-se de conseguir o apoio do benemérito Marechal Eurico Gaspar Dutra, para o plano de construção e financiamento do edifício a ser erguido nos terrenos da avenida Rui Barbosa nº 170. O Marechal empenhou-se pessoalmente no patrocínio da nossa causa, obtendo o apoio financeiro. Assim, sem que se vendesse o terreno nº 66/68, onde está situada a sede velha, mas com um bom planejamento financeiro, ergueu-se o grande edifício da avenida Rui Barbosa. Com dois blocos centrais de 24 pavimentos cada. Os quatro blocos totalizando 148 confortáveis apartamentos, ficando do quarto andar para baixo destinadas todas as suas dependências para a nova e moderna sede do Flamengo, além de algumas lojas. O prédio custou 52 milhões de cruzeiros antigos e seus apartamentos e inauguração da sede nova foi na administração Gilberto Ferreira Cardoso.

Neste período o Flamengo tinha como ídolo maior o craque Dida (Edvaldo Alves Santa Rosa), que antes de uma contusão era o camisa 10 da Seleção Brasileira. Dida foi a Copa de 58, mas ficou no banco de reservas machucado, em seu lugar entrou o garoto, até então reserva Edson Arantes do Nascimento (O Rei Pelé). Dida é também ídolo de Zico, que já confessou diversas vezes a sua influência em seu futebol.

Antes de chegar a “Era Zico”, o Flamengo contou também com grandes craques como: Zizinho, Leônidas da Silva, Gerson, Benitez, Doval e Domingos da Guia, e ainda com com Garrincha por uma temporada, que vestiria o Manto Sagrado para encerrar a sua carreira.

A era Zico – Os anos 80

Vista da arquibancada para o campo da Gávea.

Vista da arquibancada para o campo da Gávea.

A década de 80 foi a época mais importante na história do Flamengo. Ao conquistar quatro vezes o Campeonato Brasileiro, uma vez a Taça Libertadores da América e o Campeonato Mundial Interclubes, o Flamengo foi considerado O Time da Década

Embora já possuísse a maior torcida do Brasil, o Flamengo só conquistaria o Campeonato Brasileiro na década de 80. Com Zico na equipe, o rubro-negro conquistou seu primeiro título brasileiro em 1980, ao derrotar o Atlético Mineiro no Maracanã por 3 a 2, e Zico foi o artilheiro principal com 21 gols.

1981 foi o ano mais especial da década para o Flamengo. Além de conquistar o Campeonato Carioca levantou a Taça Libertadores da América derrotando o Cobreloa do Chile por 2 a 0 , gols de Zico, na primeira participação do rubro-negro na competição. Depois, conquistou o Mundial de Clubes ao bater o Liverpool da Inglaterra por 3 a 0, em Tóquio. Zico ganhou o prêmio de melhor jogador da decisão. O Flamengo é o único clube carioca possuidor do título mundial. Além disso, houve outra façanha memorável: Zico e sua equipe conseguiram devolver a goleada de 6 a 0 imposta pelo Botafogo em 1972. Em entrevista ao SporTV em 2007, Zico revelou que seus principais objetivos era devolver esta goleada e dar ao Flamengo superioridade de vitórias sobre o Botafogo.

Em 1982 veio a segunda conquista do Campeonato Brasileiro, com uma vitória sobre o Grêmio por um gol de Nunes em pleno Estádio Olímpico. Zico foi mais uma vez o artilheiro da competição.

Em 1983 o Flamengo conquistou o tricampeonato brasileiro ao golear o Santos no Maracanã por 3 a 0. Neste mesmo ano, Zico deixou o clube para ir jogar na Udinese (Itália).

Dois anos depois, Zico voltou ao Flamengo e em 1986 conquistou seu último Campeonato Carioca. Em 1987, foi um dos principais responsáveis pela conquista da Copa União (módulo verde do Campeonato Brasileiro de 1987). Em um time onde orientava os jovens Bebeto, Leonardo, Ailton, Zinho, e contava com os experientes Leandro, Andrade, Aldair e Renato Gaúcho. Foram memoráveis as vitórias nas partidas semifinais contra o Atlético Mineiro e a grande final contra o Internacional, que foi vencida com um gol de Bebeto. O Flamengo tornou-se o único clube a conquistar quatro vezes o Campeonato Brasileiro em uma mesma década, apesar da CBF não reconhecer o título de 1987.

Em 1988, apesar do Flamengo ainda possuir Zico e todo o grande elenco do ano anterior, foi superado pelo Vasco da Gama no Campeonato Carioca, sendo derrotado quatro vezes consecutivas para o rival do artilheiro Romário e assim permitindo o bicampeonato vascaíno. Porém, esse foi o último título que a equipe de São Januário conseguiu conquistar sobre o Flamengo, iniciando aí a maior escrita até hoje entre os dois clubes: a síndrome do Vice. Desde esse ano, o Vasco não vence uma decisão contra o Flamengo. Nessa época, uma das grandes dificuldades do Flamengo foi os constantes problemas de joelho de Zico.

Após o fim do Campeonato Carioca, vários titulares importantes deixaram o clube, como Andrade, Renato Gaúcho, Leandro e Edinho (que se transferiu para o Fluminense), e outros, como o goleiro Zé Carlos e o artilheiro Bebeto, desfalcaram a equipe para defender a Seleção Brasileira durante as Olimpíadas de Seul. Não contratando substitutos à altura, o Flamengo teve participação regular no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Permitiu a quinta vitória consecutiva do arqui-rival Vasco, porém teve algumas vitórias marcantes (5 a 1 sobre o Guarani em pleno estádio Brinco de Ouro e 1 a 0 sobre o Santos no Maracanã, no jogo de maior público do primeiro turno). No segundo turno, já estando sob o comando do técnico Telê Santana e mesmo com todos seus titulares de volta, o time perdeu várias partidas e estava prestes a perder suas chances de classificação.

Até que chegou o dia em que o Flamengo enfrentaria o já classificado Fluminense, no famoso Fla-Flu. A equipe tricolor zombou da equipe rival, dizendo coisas como “fechar o caixão do Flamengo”. Porém, com uma vitória através de um gol do artilheiro Bebeto, o Flamengo iniciou sua empreitada rumo à classificação. Este Fla-Flu foi marcado pela estréia do então júnior rubro-negro Marcelinho Carioca no futebol profissional. A partir dessa vitória, o Flamengo não mais foi derrotado no segundo turno, seguindo vencendo e empatando. Na última rodada, o Flamengo teve dois desafios: vencer o Atlético Mineiro e superar o São Paulo na classificação. Ambos adversários eram concorrentes diretos a uma das vagas para a segunda fase. O Flamengo havia feito sua parte no Maracanã, ao vencer a equipe mineira por 2 a 0, gols de Zinho e do ex-atleticano Sérgio Araújo. Mas o São Paulo vencia o seu jogo contra o Goiás por 1 a 0, e conquistava a vaga. Até que, num gol do jogador goiano Jorge Batata, o tricolor paulista cedeu o empate e também a vaga, pois Flamengo e São Paulo tinham o mesmo número de pontos ganhos no segundo turno, mas o Flamengo possuía maior número de vitórias, o qual era o primeiro critério de desempate, e a classificação foi comemorada pelos jogadores como um título.

Em janeiro de 1989, teve início a segunda fase do confuso Campeonato Brasileiro de 1988, e o Flamengo tinha como adversário o Grêmio, dos então jogadores Paulo Bonamigo e Cuca . O rubro-negro ainda estva sob comando do técnico Telê Santana. Após empatar em 0 a 0 no Estádio Olímpico, a equipe carioca foi derrotada por 1 a 0 no jogo de volta no Maracanã, gol de Cuca, graças a um erro grosseiro do jogador rubro-negro Delacir (que foi afastado definitivamente da equipe após esta partida). Pelo Campeonato Carioca do mesmo ano, o Flamengo fez um ótimo primeiro turno, goleando o Nova Cidade por 8 a 1, a Cabofriense e o Fluminense por 4 a 0 (uma goleada que afundou numa crise o tricolor carioca e causou a demissão do jogador tricolor Edinho devido à uma briga com um dirigente ainda nos vestiários) empatando em 1 a 1 com o Botafogo (num jogo polêmico onde o jogador Paulinho Criciúma marcou o gol que daria a vitória ao alvinegro no mesmo instante do apito final do árbitro) e decidindo de forma invicta a Taça Guanabara em uma tarde de domingo contra o já eliminado Vasco, num Maracanã lotado. Os jornais da época revelaram que os jogadores vascaínos estavam muito confiantes por haverem ganho as cinco partidas anteriores, e pretendiam ganhar a sexta e assim fazer a Sena sobre o arqui-rival. O jogador Zé do Carmo chegou a dizer que “perder para o Flamengo seria o fim do mundo para os vascaínos”. O Vasco ainda contava com a maioria dos algozes rubro-negros remanescentes do bicampeonato, como Acácio, Geovani, Bismarck, Mazinho, Vivinho, Zé do Carmo, Cocada, o jovem goleador Sorato e o ídolo máximo Roberto Dinamite. Mas foi o dia da vingança: Com dois gols de Bebeto e um de Renato (ex-América), e Bismarck para o Vasco (3 a 1), a equipe de Zico impediu o que seria uma histórica sequência de seis vitórias vascaínas e conquistou em festa a Taça Guanabara, derrotando também ao Botafogo, concorrente direto ao título. Durante a festa, a torcida rubro-negra gritava o coro: ÊÊÊ, Ô, A SENA ACUMULOU!

Porém, no segundo turno, após empatar em 3 a 3 com o Botafogo num jogo praticamente ganho, onde Zico abriu o marcador com um golaço de falta e o zagueiro Gonçalves estragou a vitória do Flamengo ao fazer um gol contra e permitir a reação do adversário, e perder duas partidas (Porto Alegre e Vasco), o rubro-negro entregou a Taça Rio ao invicto Botafogo, que mais tarde se sagraria campeão carioca sobre o mesmo Flamengo, após 20 anos de jejum de títulos.

No mesmo ano, iniciou-se um novo campeonato, a Copa do Brasil, e o Flamengo ao se encontrar novamente com o Grêmio, foi eliminado ao ser goleado por 6 a 1 no Estádio Olímpico.

Pelo Campeonato Brasileiro de 1989, o Flamengo teve participação discreta, porém com algumas vitórias expressivas, como 2 a 0 (gols do júnior Bujica) sobre o rival Vasco, que já possuía o ex-rubro-negro Bebeto no seu elenco. Outra grande vitória aconteceu quando Zico fez sua última partida oficial pelo clube, numa goleada de 5 a 0 sobre o Fluminense em Juiz de Fora, onde o ídolo abriu o placar com um belíssimo gol de falta (em soma, no ano de 1989 o Flamengo marcou dez gols no Fluminense e não sofreu nenhum. As vitória foram 4 a 0 e 1 a 0 no Campeonato Carioca e 5 a 0 no Campeonato Brasileiro). O Flamengo ainda havia se vingado do Botafogo com uma vitória por um golaço de Aílton.

No Flamengo, Zico foi muitas vezes artilheiro do Estadual de Futebol de Rio de Janeiro e também do Campeonato Brasileiro de Futebol. Um grande feito para um jogador de meio campo. O craque também foi diversas vezes eleito o melhor jogador do Brasil, da América e do Mundo por revistas e jornais especializados em futebol. Em 1990, diante de um Maracanã lotado, Zico faria a sua partida de despedida do Flamengo.

Pós-Zico

Maracanã em uma partida do Flamengo.

Maracanã em uma partida do Flamengo.

Os primeiros anos sem Zico, mesmo sem ele, foram de glória para o Flamengo. A primeira façanha foi conquistar a segunda edição da Copa do Brasil em 1990 contra o Goiás.

Entre o final de 1990 e ao longo de 1991 o Flamengo, agora comandado pelo craque Júnior devolveu a “quina” em cima do rival vasco, conquistando 5 vitórias seguidas, terminando o ano de 1991 como campeão Estadual do Rio vencendo o Fluminense na final por 4×2.

Em 1992 foi marcado pela conquista do quinto título nacional, vencendo o Botafogo nas finais, sendo o primeiro jogo vencido pelos rubro-negros por 3×0 e o segundo um empate de 2×2, consagrando o Flamengo Campeão Brasileiro de 1992. O grande destaque, mais um vez, foi o maestro Júnior que, inclusive, foi o artilheiro do clube nesta competição.

Time dos Sonhos

Bandeira do Flamengo na entrada do Maracanã.

Bandeira do Flamengo na entrada do Maracanã.

Após o título brasileiro de 1992, o clube entrou em uma grande crise financeira e as conquistas nacionais e internacionais tornaram-se menos freqüentes. Em 1995, ano do seu centenário, o radialista Kleber Leite assumiu a presidência do clube e contratou o atacante Romário, então o melhor jogador do mundo, que estava no Barcelona.

Mesmo com Romário (que nesse ano brigava contra Túlio e Renato Gaúcho pelo “título” de Rei do Rio) e outros craques que foram contratados, como Edmundo e Branco, o ano do centenário rubro-negro não foi vitorioso. O Flamengo conquistou apenas a Taça Guanabara com três gols de Romário contra o Botafogo.

Em 1996, o Flamengo conquista de forma invicta o Campeonato Estadual de Futebol e a Taça Guanabara, vencendo o Clube de Regatas Vasco da Gama no último jogo da Taça Rio e conquistando o título por antecipação, sem a necessidade de uma final. Romário é o artilheiro do estadual, e Sávio é o destaque da campanha do Flamengo na Copa Ouro Sul-Americana, onde o Rubro Negro sagraria-se campeão,Sávio terminou a competição como artilheiro ao marcar 3 vezes contra o São Paulo na final. Este foi o terceiro título internacional oficial do Flamengo.

Craques Revelados

Na década de 1990 o Flamengo revelou vários novos grandes jogadores como: Djalminha, Sávio, Athirson, Júlio César, Adriano, Juan, entre outros.

Casos de corrupção e o fantasma do rebaixamento

Em 1999, assumiu Edmundo dos Santos Silva e, com ele, veio um contrato milionário com a empresa de marketing esportivo ISL. Apesar de campanhas ruins no Campeonato Brasileiro, o Flamengo se destacava em outras competições, tanto que sagrou-se tricampeão estadual (1999, 2000 e 2001) todas elas em cima do Vasco. Ganhou a Copa Mercosul em 1999 e a Copa dos Campeões, em 2001.

O campo do Flamengo.

O campo do Flamengo.

Neste mesmo ano, o Flamengo iniciou uma série de campanhas pífias no Campeonato Brasileiro em que lutava contra o rebaixamento.

Em 2002, Edmundo dos Santos Silva foi afastado da presidência acusado de desviar dinheiro do clube. A ISL também faliu e o clube ficou sem seu parceiro milionário.

Sem dinheiro para grandes contratações, o Flamengo não conseguiu formar equipes competitivas e por pouco não foi rebaixado no Campeonato Brasileiro em 2002, 2004 e 2005.

Em 2003 e 2004, ainda conseguiu chegar a final da Copa do Brasil. No primeiro ano, perdeu para o Cruzeiro. Na segunda vez, perdeu para o Santo André.

Em 2004 o Flamengo conquista seu 28º título estadual em cima do rival Vasco da Gama.

Em 2005, o Flamengo fez um dos piores anos de sua história e, na chegada do técnico Joel Santana para salvar o clube do rebaixamento nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o mesmo crava, em nove jogos disputados, seis vitórias e três empates, evitando assim que o Flamengo tivesse que disputar a Segunda Divisão em 2006.

Flamengo, o despertar de um gigante adormecido

Torcida no Maracanã.

Torcida no Maracanã.

Em 2006, chega pela quinta vez à final da Copa do Brasil, porém desta vez consegue conquistar o título sobre o rival Vasco, ganhando novamente um título nacional, o que não acontecia desde 2001 com a conquista da Copa dos Campeões.

A conquista da Copa do Brasil de 2006 afirma a empatia de Obina com a torcida e a importância dos meias Jonatas e Renato para a equipe

Este título chegou a repercutir internacionalmente, tanto que a FIFA fez uma matéria em seu site oficial com o título “Flamengo: a sleeping giant awakens”. A tradução seria “Flamengo: o despertar de um gigante adormecido”. O link para o site encontra-se nas referências externas.

Em 2007, paralelo a disputa da Copa Libertadores da América, o Flamengo conquista a Taça Guanabara 2007. Esta que foi a 17ª vez que o clube levanta a taça, sendo o maior vencedor da mesma. Na final contra o Botafogo, o Flamengo empata ambos os jogos em 2×2 e, nos pênaltis (4×2), sagra-se Campeão Carioca de 2007, o 29° título estadual de sua história.

Na Libertadores, é eliminado pelo Defensor Sporting, do Uruguai. Na partida de ida, perdeu por 3×0 em Montevidéo e, mesmo vencendo por 2×0 o jogo de volta no Rio de Janeiro, não consegue a classificação por ter um gol à menos no placar somado (3×2).

Arrancada Histórica no Brasileirão

Torcida do Flamengo no Maracanã em 2007.

Torcida do Flamengo no Maracanã em 2007.

O Campeonato Brasileiro de 2007 prometia ser um dos piores da história do Clube de Regatas do Flamengo. Após a eliminação da Taça Libertadores da América, o clube estreou no Campeonato Brasileiro. Conquistou apenas duas vitórias nas 14 primeiras rodadas. Mas também vale ressaltar que o Maracanã estava fechado para a disputa dos Jogos Pan-Americanos. Mas isso não foi capaz de aliviar a crise no Flamengo. Salários atrasados, time não correspondendo em campo, a situação ia de mal a pior. Após o empate contra o Corinthians por 2 a 2, o técinico Ney Franco foi demitido, e com ele também foram os reforços indicados por ele no ínicio do ano:Irineu, Moisés, Tiago Golsing, Leandro Salino, Roni, Claiton, etc. Todos foram treinados por Ney, e por sinal, são muito ruins.

No dia seguinte ao jogo, o clube contrata Joel Santana. Ele tem a missão de tirar o time de penultima posição. Com ele vieram Ibson, Maxi, Fábio Luciano, Cristian, Roger e Colace. Mas na sua estréia ainda não podia utilizar os reforços. Estreou com duas derrotas: para o Santos de 3 a 0 e para o Atlético-PR de 2 a 0. Mas a partir do jogo contra o Náutico, no qual o time venceu por 2 a 1, pode-se dizer que a partir desse jogo começou a arrancada rubro-negra.

No inicio de seu trabalho, o clube almejava apenas sair da zona de rebaixamento e talvez conquistar uma vaga na Copa Sul Americana. Mas o trabalho foi mais longe. Joel e seu elenco arrastaram multidões ao Maracanã. O time sai da zona de rebaixamento. Com o comparecimento em massa da torcida, o elenco vence os 4 jogos restantes e quase todos os seus jogos em casa. O Flamengo passa a disputar uma vaga a Taça Libertadores. Na penultima rodada do campeonato, Vemos que o Flamengo tinha 8 dos 10 maiores publicos do campeonato. Vence o Atlético-PR por 2 a 0, na partida que bateu o recode de publico do campeonato:87.795 pessoas(82.044 pagantes) e conquista aquilo que todos pareciam impossivel: a vaga na Taça Libertadores da América.

Modalidades

O Clube de Regatas do Flamengo, além do futebol, disputa ou já disputou as modalidades de:

  • Arco e Flecha,
  • Atletismo,
  • Automobilismo,
  • Basquete,
  • Bocha,
  • Canoagem,
  • Ciclismo,
  • Esgrima,
  • Futsal,
  • Ginástica Olímpica,
  • Ginástica rítmica,
  • Halterofilismo,
  • Handebol,
  • Hipismo,
  • Hockey,
  • Judô,
  • Karatê,
  • Levantamento de peso,
  • Luta Greco-Romana,
  • Nado sincronizado,
  • Natação,
  • Patinação,
  • Pelota basca,
  • Pentatlo Moderno,
  • Pólo Aquático,
  • Pugilismo,
  • Remo,
  • Saltos ornamentais,
  • Showbol,
  • Tênis,
  • Tênis de Mesa,
  • Tiro esportivo,
  • Vela,
  • Vôlei e
  • Xadrez.

O Flamengo é o maior detentor de títulos no mundo, 2.500 conquistas, sendo três mundiais, dezenove medalhas Olímpicas e mais de 50 mil medalhas em outras competições desportivas.[5]

Sedes e estádios

Gávea

Piscinas na Gávea.

Piscinas na Gávea.

Entrada do Ginásio Hélio Maur�cio.

Entrada do Ginásio Hélio Maurício.

A sede principal do Flamengo fica na Gávea, em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas.

No local, está a sede social e administrativa do clube. Os sócios podem usufruir do parque aquático, quadras de tênis, futebol, basquete e vôlei, brinquedos, restaurantes, além de ter locais para realização de festas.

Além da parte social, existe no local ginásios para disputa e treinamentos de esportes olímpicos. No Ginásio Hélio Maurício, há a realização de atividades ligadas ao basquete e voleibol. No Ginásio Cláudio Coutinho, acontecem treinamentos da equipe de Ginástica Olímpica. A natação também tem seu espaço nas piscinas do Parque Aquático Fadel Fadel. Além disso, o Estádio José Bastos Padilha, mais conhecido como Estádio da Gávea, é o antigo local onde o time de futebol do Flamengo mandava seus jogos de pequeno porte. Atualmente, o campo é utilizado da treinamentos da equipe.

Do outro lado da rua da sede, junto à Lagoa Rodrigo de Freitas, encontra-se a base de treinamentos do remo rubro-negro.

CT Ninho do Urubu

O Centro de Treinamentos Ninho do Urubu é o local onde o Flamengo pretende realizar todos os seus treinamentos relacionados à equipe de futebol. Fica localizado em Duque de Caxias e, apesar de a obra não estar completamente concluída, já é utilizado em algumas ocasiões pelo time.

Maracanã

O Maracanã é o estádio onde o Flamengo manda suas partidas de futebol.

Títulos

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo

Futebol

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no futebol

Mundiais

Taça da Libertadores e do Mundial do Flamengo.

Taça da Libertadores e do Mundial do Flamengo.

  • Campeonato Mundial de Clubes: 1981.

Continentais

  • Taça Libertadores da América: 1981.
  • Copa Mercosul: 1999.
  • Copa Ouro Sul-Americana: 1996*.

Nacionais

  • Campeonato Brasileiro‘ (CBF): 5 vezes (1980, 1982,1983,(1987)* 1992).
  • Copa do Brasil: 2 vezes (1990 e 2006).
  • Brasil Copa dos Campeões: 2001.

* O Campeonato Brasileiro de 1987 é reconhecido ao Flamengo pelo Clube dos 13 e ao Sport Recife pela CBF.

Regionais

  • Torneio Rio-São Paulo: 1961.

Estaduais

Sala de Troféus do Flamengo.

Sala de Troféus do Flamengo.

  • Campeonato Carioca: 29 títulos (1914, 1915*, 1920*, 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979*, 1979 – Especial, 1981, 1986, 1991, 1996*, 1999, 2000, 2001, 2004 e 2007).
  • Taça Guanabara: 17 vezes (1970, 1972*, 1973*, 1978, 1979, 1980*, 1981, 1982, 1984, 1988, 1989, 1995, 1996*, 1999*, 2001, 2004 e 2007).
  • Taça Rio: 7 vezes (1978*, 1983, 1985*, 1986, 1991*, 1996* e 2000).
*Títulos conquistados sem derrota – invicto

Basquete

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no basquete

Masculino

  • Campeonato Sul-americano: 2 vezes (1953 e 1961).
  • Campeonato Brasileiro: 12 vezes (1934, 1949, 1951 a 1960).
  • Campeonato Carioca de Basquete: 34 vezes (1919, 1932 a 1935, 1948, 1949, 1951 a 1959, 1969, 1962, 1964, 1975, 1977, 1982, 1984 a 1986, 1990, 1994 a 1996, 1998, 1999, 2005 a 2007).

Feminino

  • Campeonato Mundial: 1966.
  • Campeonato Brasileiro: 4 vezes (1954, 1955, 1964 e 1965.
  • Campeonato Estadual do Rio de Janeiro: 3 vezes (1954, 1964 e 1965).

Outras Conquistas

Sala de Troféus do Flamengo.

Sala de Troféus do Flamengo.

  • Torneio Rio-São Paulo: 1920.
  • Torneio Início: 3 vezes (1920, 1931 e 1932).
  • Campeonato Carioca (Segundo Quadro): 8 vezes (1920, 1927, 1928, 1929, 1930, 1947, 1956 e 1961).
  • Campeonato Estadual da Segunda Divisão: 6 vezes (1947, 1948, 1950, 1953, 1954 e 1964).
  • Campeonato Estadual da Terceira Divisão: 3 vezes (1946, 1952, 1953).
  • Torneio do Brasil: 1940.
  • Taça Macedo Soares: 1948.
  • Torneio de Lances Livres-RJ: 1952.
  • Torneio de Apresentação-RJ: 2 vezes (1956 e 1965).
  • Taça Gerdal Bóscoli: 2 vezes (1969 e 1975).
  • Taça Goodway: 1985.
  • Taça Kanela: 3 vezes (1988, 1989 e 1990).

Vôlei

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no vôlei

Masculino

  • Campeonato Estadual: 17 vezes (1949, 1951, 1955, 1959, 1960, 1961, 1977, 1987, 1988, 1989, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996 e 2005).

Feminino

  • Campeonato Sul-Americano de Clubes: 1981.
  • Campeonato Brasileiro: 9 vezes (1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1978, 1980, 2000 e 2001).
  • Campeonato Estadual: 11 vezes (1938, 1951, 1952, 1954, 1955, 1978, 1979, 1981, 1984, 1999 e 2000).
  • Vôlei Master: 2004.

Remo

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no remo
  • Taça Sul América: 1905.
  • Troféu Brasil: 10 vezes (1978, 1980, 1982, 1983, 1985, 1989, 1991, 1995, 1996 e 1997).
  • Campeonato Estadual: 45 vezes (1916, 1917, 1920, 1933, 1935 a 1937, 1940 a 1943, 1963, 1965 a 1969, 1971 a 1981, 1983 a 1997, 2003, 2004 e 2007 ).

Pólo Aquático

Parque Aquático Fadel Fadel.

Parque Aquático Fadel Fadel.

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no pólo aquático
  • Campeonato Sul-Americano: 1993.
  • Campeonato Brasileiro: 3 vezes
  • Campeonato Estadual: 9 vezes (1985 a 1993).
  • Troféu Challenge Carlos Castelo Branco: 1917.
  • Troféu Carlos Mamede: 1930.

Natação

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo na natação
  • Campeonato Estadual: 28 vezes (1928, 1930, 1938 a 1940, 1968, 1973, 1976, 1979 a 1998).
  • Troféu José Finkel (Campeonato Brasileiro): 12 vezes (1977, 1980 a 1987, 1990, 2001 e 2002)

Ginástica olímpica

Entrada do Ginásio Cláudio Coutinho.

Entrada do Ginásio Cláudio Coutinho.

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo na Ginástica olímpica
  • Campeonato Brasileiro (Masculino): 1995.
  • Campeonato Brasileiro (Feminino): 14 vezes (1989 a 2002).
  • Campeonato Estadual por Equipes: 19 vezes (1975, 1985 a 2002).

Futsal

Ver artigo principal: Lista de títulos do Clube de Regatas do Flamengo no Futsal
  • Campeonato Estadual: 5 vezes
  • IV Copa Banco do Brasil: 1995.
  • Campeonato Metropolitano: 1998.
  • Troféu Bernard Rajzman: 1998.

Elenco atual

  • Atualizado em 07 de janeiro de 2008
Goleiros
20 Bruno
Diego
Marcelo Lomba
Paulo Victor
Laterais
2 Léo Moura
6 Juan
Luizinho
Egídio
Zagueiros
4 Rodrigo
3 Fábio Luciano
Ronaldo Angelim
Rodrigo Arroz
Thiago Sales
Marlon
Meio-campistas
5 Gavilán
11 Kléberson
8 Jônatas
7 Ibson
10 Renato Augusto
Cristian
Marcinho
Rômulo
Jaílton
Léo Medeiros
Toró
Vinícius Colombiano
Erick Flores
Willian Amendoim
Hugo Colace
Atacantes
Obina
9 Souza
Paulo Sérgio
Maxi
Kayke
Éder
Técnico
Joel Santana

Jogos em 2008

Lista dos jogos disputados na temporada 2008:

Data Local Competição Adverário Placar Gols Flamengo Gols Adversário
- - - - - - -

Resumo:

0 Jogos, 0 Vitórias, 0 Empates, 0 Derrotas, 0 Gols-Pró, 0 Gols-Contra, 0 Saldo de Gols, 0% Aproveitamento

Principais jogadores

  • brasileiro Zico, 1971 a 1983 e 1985 a 1989
  • brasileiro Júnior, 1974 a 1984 e 1989 a 1993
  • brasileiro Zizinho, 1939 a 1950
  • brasileiro Bebeto, 1984 a 1989 e 1996
  • brasileiro Zinho. 1987 a 1991 e 2004 a 2005
  • brasileiro Obina, 2005 -
  • brasileiro Adriano, 2000 a 2001
  • brasileiro Andrade, 1977 a 1988
  • brasileiro Jorginho, 1984 a 1989
  • brasileiro Zé Carlos, 1984 a 1991 e 1996 a 1997
  • brasileiro Nunes, 1980 a 1986
  • brasileiro Leonardo, 1987 a 1990
  • brasileiro Juan 1999 a 2002
  • brasileiro Leandro, 1979 a 1988
  • brasileiro Sávio, 1993 a 1997 e 2006
  • brasileiro Romário, 1995 a 1996, 1997 e 1998 a 1999
  • sérvio Petkovic, 2000 a 2001
  • brasileiro Zagallo, 1952 a 1958
  • argentino Doval, 1969 a 1974
  • brasileiro Renato Gaúcho, 1986 a 1988, 1989 a 1990, 1993 e 1997
  • argentino Fillol (Ubaldo Matildo Fillol, “el Pato”), 1984 a 1985
  • brasileiro Leônidas da Silva, 1936 a 1941
  • brasileiro Rondinelli, 1974 a 1981
  • brasileiro Domingos da Guia, 1936 a 1941
  • brasileiro Dida (Edvaldo Alves de Santa Rosa), 1953 a 1963
  • brasileiro Fio Maravilha, 1971 a 1973
  • paraguaio Reyes, 1967 a 1972
  • brasileiro Evaristo de Macedo, 1953 a 1957, 1965 a 1967

Artilheiros

# Jogador Gols
1. Zico 568
2. Dida 244
3. Henrique 214
4. Pirilo 204
5. Romário 204
6. Bebeto 151
7. Jarbas 150
8. Zizinho 145
9. Leônidas 142
10. Índio 136
# Jogador Gols
11. Tita 130
12. Adílio 129
13. Durval 124
14. Nonô 116
15. Joel 111
16. Esquerdinha 106
17. Alfredinho 101
18. Evaristo de Macedo 99
19. Gaúcho 98
20. Sávio 95
# Jogador Gols
21 Nunes 93
22. Doval 92
23. Vevê 90
24. Babá 85
25. Rubens 83
26. Cláudio Adão 82
27. Luís Carlos 82
28. Luisinho 82
29. Gérson 80

Presidentes

Dia de obras no gramado da Gávea, visto do lado oposto à arquibancada.

Dia de obras no gramado da Gávea, visto do lado oposto à arquibancada.

Ver artigo principal: Lista de presidentes do Clube de Regatas do Flamengo

O Dia do Flamengo

Em 9 de março de 2007, o Flamengo ganhou uma data comemorativa no calendário carioca. O dia 17 de novembro, data de fundação do clube, passa a ser também o Dia do Flamengo. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, sancionou a Lei Estadual 4.998/2007 criando o Dia do Flamengo[1].

Cronologia

Ver artigo principal: Cronologia do Clube de Regatas do Flamengo
  • 1895, 17 de novembro – Fundação, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro
  • 1911 – Disputa o Campeonato Carioca pela primeira vez
  • 1914 – Ganha o primeiro Carioca
  • 1914/1915 – Primeiro bicampeonato do Campeonato Carioca
  • 1920/1921 – Segundo bicampeonato do Campeonato Carioca
  • 1925, 1927, 1939 – Campeão carioca
  • 1942/1943/1944 – Primeiro tricampeonato do Campeonato Carioca
  • 1953/1954/1955 – Segundo tricampeonato do Campeonato Carioca
  • 1961 – Campeão do Torneio Rio-São Paulo
  • 1963, 1965, 1972, 1974 – Campeão Carioca
  • 1978/1979/1979 especial – três títulos em dois anos no Campeonato Carioca
  • 1980 – Campeão brasileiro pela primeira vez
  • 1981 – Campeão da Copa Libertadores da América, e da Mundial de Clubes e do Campeonato Carioca
  • 1982 – Campeão brasileiro pela segunda vez
  • 1983 – Campeão brasileiro pela terceira vez
  • 1986 – Campeão Carioca
  • 1987 – Campeão da Copa União. Contabilizado como um Campeonato Brasileiro pelo STJD e pelo clube dos 13, mas não oficializado pela CBF. Ver Mais.
  • 1990 – Campeão da Copa do Brasil pela primeira vez
  • 1991 – Campeão Carioca
  • 1992 – Campeão brasileiro
  • 1996 – Campeão estadual invicto e Campeão da Copa Ouro Sul-Americana.
  • 1999 – Campeão da Copa Mercosul
  • 1999/2000/2001 – Quarto tricampeonato do Campeonato Carioca
  • 2001 – Campeão da Copa dos Campeões
  • 2004 – Campeão Carioca
  • 2006 – Campeão da Copa do Brasil pela segunda vez.
  • 2007 – Campeão da Taça Guanabara pela décima sétima vez.
  • 2007 – Campeão Carioca

Hino

O Flamengo possui dois hinos:

  • O oficial, também chamado de “marchinha”, que foi criado em 1920 com letra e música de Paulo Magalhães (ex-goleiro do clube), gravado em 1932 pelo cantor Castro Barbosa e registrado em 1937 no Instituto Nacional de Música.
  • O popular tem letra e música de Lamartine Babo. Foi gravado pela primeira vez por Gilberto Alves em 1945. É o mais conhecido e o que canta as glórias do clube, cujo refrão é “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”.

Mascote

Samuca, o urubu mascote do Flamengo em estátua na entrada da Gávea.

Samuca, o urubu mascote do Flamengo em estátua na entrada da Gávea.

O primeiro mascote do Flamengo foi o marinheiro Popeye, personagem de quadrinhos na década de 40 (e posteriormente de desenhos animados). A idéia para o mascote partiu do chargista argentino Lorenzo Mollas, que viu no Popeye a força e a persistência do Flamengo, além de sua óbvia ligação com o mar. No entanto, tal mascote nunca foi muito popular entre a torcida do clube.

Na década de 60 as torcidas rivais começam a chamar os torcedores do Flamengo de “urubus”, alusão racista à grande massa de torcedores rubro-negros afro-descendentes e pobres. Tal apelido de cunho ofensivo nunca foi bem recebido pela torcida do Flamengo, até o dia 31 de maio de 1969.

Foi em um Domingo, quando um torcedor rubro-negro resolveu levar a ave para um jogo entre o Flamengo e Botafogo no Maracanã. Na época, os dois clubes faziam o clássico de maior rivalidade pós-Garrincha. E o Flamengo não vencia o rival fazia quatro anos. Nas arquibancadas, os torcedores do Botafogo gritavam, como sempre, que o Flamengo era time de “urubu”.

O urubu foi solto na arquibancada com uma bandeira presa nos pés, e quando caiu no gramado, pouco antes do jogo iniciar, a torcida fez a festa, vibrando e gritando: “é urubu, é urubu”. O Flamengo venceu o jogo por 2 a 1 e, a partir daí, o novo mascote consagrou-se, tomando o lugar do Popeye. O cartunista Henfil, rubro-negro, tratou de humanizá-lo em suas charges esportivas em jornais e revistas, e o Urubu tornou-se um mascote popular.

Em 2000 o mascote do Flamengo ganhou um desenho oficial e um nome: Samuca. No entanto, esse nome não se popularizou entre a torcida, que o continua chamando simplesmente de “Urubu”.

Santo Padroeiro

Santuário de São Judas Tadeu na sede da Gávea.

Santuário de São Judas Tadeu na sede da Gávea.

São Judas Tadeu é o Santo Padroeiro do Flamengo.

Esportes praticados no clube

Esportes olímpicos

  • Aquáticos
    • Nado sincronizado
    • Natação
    • Pólo aquático
    • Remo
  • Artes marciais
    • Judô
  • Quadra
    • Basquete
    • Futebol de salão
    • Voleibol
  • Outros
    • Futebol
    • Ginástica olímpica

Principais atletas

Interior do Ginásio Cláudio Coutinho.

Interior do Ginásio Cláudio Coutinho.

  • Basquete Masculino
    • Alfredo da Motta
    • Algodão
    • Ardelum
    • Fernando Bro Bro
    • Godinho
    • Pedrinho
    • Oscar Schmidt
    • Zé Mário
  • Vôlei Masculino
    • Bernard
    • Bernardinho
    • Marcus Vinicius
    • Talmo
    • Tande
  • Vôlei Feminino
    • Ida
    • Isabel
    • Jacqueline
    • Leila
    • Virna

Torcidas organizadas

Camisão do Flamengo no Maracanã.

Camisão do Flamengo no Maracanã.

Raça Rubro-Negra

Em 1976, foram colocados diversos cartazes nas paredes do Maracanã com a inscrição “Vem aí o Maior Movimento de Torcidas do Brasil”.

Surgia ali a Raça Rubro Negra que hoje já conta com aproximadamente 61.300 componentes. A idéia era formar a primeira torcida que não era o camisa 12 (um mero ‘quebra galho’ que participa de vez em quando do jogo) e sim o primeiro jogador do time, o mais importante.

O nome foi escolha do primeiro presidente da torcida, Cláudio Cruz, em homenagem a principal característica do clube, de transformar derrotas eminentes em vitórias consagradoras e levando a risca também o verso do hino de Paulo Magalhães (1920): “Flamengo tua glória é lutar”.

Com o nome escolhido a dúvida agora era a camisa. Ela teria o tom predominante em vermelho, com a manga, gola e escudo, negros. A mão — punho cerrado — seria o símbolo de luta, resistência e vontade e raça.

A próxima etapa seria o símbolo, a idéia inicial era mostrar duas mãos arrebentando uma corrente, alusão ao símbolo do movimento negro, a idéia foi rejeitada pois na maior torcida do país não poderia haver preconceito.

Assim o símbolo escolhido foi um punho cerrado saindo do mapa do Brasil. Então, em 24 de abril de 1977, surgia o Maior Movimento de Torcidas do Brasil, a Raça Rubro-Negra.

Torcida Jovem do Flamengo

A Torcida Jovem do Flamengo foi fundada em 6 de dezembro de 1967, por dissidentes da Charanga Rubro-Negra (a primeira torcida organizada do Brasil). Nos dois primeiros anos de existência, a torcida utilizou o nome Poder Jovem , inspirado no movimento negro norte-americano Black Power. Ela é a primeira torcida jovem do Brasil e ao longo de seus 40 anos de existência acumulou muitos personagens que a elevam ao patamar de torcida mais temida do Brasil. Seu lema é: “Nada do Flamengo, tudo pelo Flamengo!”

Fla Manguaça

Em 1995, um grupo de amigos, apaixonados pelo Flamengo, passou a frequentar os estádios conciliando o amor pelo Flamengo com a inebriedade etílica. Talvez ver o Flamengo fazer um gol seja mais inebriante do que qualquer bebida alcoólica, mas um dos propósitos desta simpática e bem-humorada torcida é ir torcer pro Flamengo. Essa torcida repudia todo tipo de violência.

Urubuzada

A Urubuzada foi criada em 1° de agosto de 2006 com o objetivo de ser uma barra brava. Porém, devido à tradição das torcidas organizadas no futebol brasileiro, acabou se transformando na Torcida Urubuzada. Esta é a mais nova facção de torcedores do Flamengo e tem como objetivo utilizar-se de cânticos de apoio ao time sem o uso de palavrões e cantar durante todo o decorrer das partidas.

Ver também

  • Lista de campeões nacionais do futebol brasileiro

Bibliografia

  • Materia do Lancenet acerca do tamanho da torcida do Flamengo, e a respeito do mesmo ser o único clube de fato nacional.
  • “Grandes Clubes Brasileiros” – Revista Placar nº4 1971
  • “Flamengo, Paixão” – Direção: David Neves – Sub-Gênero: Documentário – Ano de produção: 1988.
  • Matéria do Lancenet em que o o reconhecimento do STJD é citado em relação ao título brasileiro de futebol de 1987

Ligações externas

  • Página oficial
  • Globo Esporte Online – Seção Flamengo
  • Site da FIFA com o título “Flamengo: a sleeping giant awakens” (inglês)
  • Artigo da Gazeta Esportiva, manifestando o apoio dos meios de comunicação ao Flamengo em 1987.
  • Depoimento do craque argentino Maradona sobre sua simpátia pelo Clube de Regatas do Flamengo, e admiração por Zico.

Referências

  1. ↑ Sob júdice o título de 1987, ver Copa União
  2. http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2004/10/04/ult59u87819.jhtm
  3. http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,AA1483517-4282,00.html
  4. http://odia.terra.com.br/rio/htm/torcida_do_flamengo_declarada_patrimonio_cultural_carioca_138709.asp
  5. Estatísticas oficiais do Clube de Regatas do Flamengo

Apoio: Fla Boutique – Loja Oficial do C.R. Flamengo

História

O início no remo

O Flamengo já nasceu com a garra e o espírito vencedor. A idéia da criação de um grupo organizado de remo surgiu em bate-papos de jovens do bairro no Café Lamas, no Largo do Machado. O objetivo era entrar na disputa com clubes de outros bairros, como o de Botafogo, que já atraíam a atenção das mocinhas da época.

Jovens remadores – José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport – resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Cotizaram o dinheiro, adquiriram o primeiro patrimônio, que foi nomeado de Pherusa, e fizeram uma reforma completa para utilizá-lo.

No dia 6 de outubro, os jovens, mais Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia, foram dar a primeira volta com o barco. Saíram da Ponta do Caju, na praia de Maria Angu (atual Ramos), de tarde. Mesmo com o tempo ameaçador no céu, Mário Spindola dirigiu rumo à praia do Flamengo. Então, o primeiro grande desafio do grupo surgiu. O forte vento virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa.

Joaquim Bahia, excelente nadador, saiu até a praia em busca de ajuda. Mas a chuva cessou e logo apareceu um outro barco, o Leal, de pescadores da Penha, e fez o resgate dos jovens e da Pherusa. A preocupação passou a ser Bahia, que depois de quatro horas chegaria à praia, tornando-se o primeiro herói do Flamengo.

A recuperação de Pherusa foi iniciada novamente. Quando ela já estava quase pronta, foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu.

Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers.

Na noite de 17 de novembro de1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria: Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro.

Destacados ainda como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, há controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título.

No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais.

Primeiras competições, vitórias e mudanças

A preocupação com o nacionalismo foi marcante no início do Flamengo. Primeiramente, a denominação de grupo, ao invés de clube, palavra estrangeira. Depois, com a aquisição de novos barcos ao longo dos anos, a origem dos nomes foi a indígena (Aymoré, Iaci e Irerê) ao invés dos antigos, derivados do grego (Pherusa e Scyra).

Mas foi com a Scyra mesmo que o Flamengo entrou em sua primeira competição. Um fiasco, causado pela inexperiência dos seus remadores, que comeram um bacalhau à portuguesa com vinho verde antes da disputa. O barco bateu na baliza de sinalização, a tripulação enjoou e, no fim, a embarcação do Botafogo rebocou a Scyra. Passado o primeiro vexame, o Flamengo começou a competir, mas só conseguiu chegar em segundo e terceiro lugar. Por isso, foi logo chamado de Clube de Bronze.

A primeira vitória veio no dia 5 de julho de 1898, na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil, com Irerê, uma baleeira a dois remos. Nesta época, o Flamengo já reunia seguidores de todas as classes sociais, dos intelectuais, passando pelas famílias tradicionais, até os empregados de comércio, todos torcedores fanáticos do grupo. As mocinhas que caminhavam na praia do Russel acabam sempre no número 22 e a sede do Flamengo ficou conhecida como a “República da Paz e do Amor”.

Antes um pouco, em 23 de novembro de 1896, uma das mudanças mais significativas na história do Flamengo. Como as camisas do uniforme, listradas nas cores azul e ouro, eram importadas da Inglaterra e desbotavam com facilidade devido ao sol e ao mar das competições do remo, Nestor de Barros propôs que elas fossem para vermelha e preta. Junto com a mudança das cores e o crescimento do Flamengo, veio a transformação de Grupo em Clube, sugerida pelo poeta e cronista Mário Pederneiras. Estava definitivamente concretizado o amor rubro-negro pelo Clube de Regatas do Flamengo.

Futebol disputa espaço com o remo

Depois de começar mal no remo, o Flamengo foi pegando experiência com o tempo. Afinal, outros grupos já existiam há mais tempo e venciam as competições com maior freqüência, como o Gragoatá, o Botafogo e o Vasco da Gama. As primeiras provas eram conquistadas enquanto a paixão pelo clube aumentava.

A partir do início do século XX, o futebol começava a disputar popularidade na cidade do Rio de Janeiro com o remo. Mas, como o clube rubro-negro não dispunha de departamento de esportes terrestres, seus sócios eram obrigados a acompanhar o Fluminense também, pois em Laranjeiras havia um time para torcer.

O maior exemplo desta divisão era Alberto Borgerth. Pela manhã, era remador no Flamengo. À tarde, representava o Fluminense no futebol. Os torcedores, sem opção para acompanhar os dois esportes em um só clube, seguiam o mesmo comportamento, dividindo-se na paixão clubística.

O Flamengo, então, começou a dar os seus primeiros passos no nobre esporte bretão. O clube começa a disputar alguns amistosos. No primeiro, realizado dia 25 de outubro de 1903 no Estádio do Paissandú Atlético Clube, perde do Botafogo por 5 a 1, com a seguinte formação: G.V. de Castro, V. Fatam, H. Palm, Sampaio Ferraz, A. Gibbons (capitão), L. Neves, C. Pullen, M. Morand, A. Vasconcelos, D. Moutinho e A. Simonsen, com os reservas M. Gudin e A. Furtado.

Uma curiosidade é que o time de futebol não entrava em campo com o uniforme oficial do Flamengo. No primeiro jogo, vestiu camisas brancas e shorts pretos. Depois, foi obrigado a usar o Papagaio de Vintém e a Cobra Coral. O esporte era malvisto pelo remo rubro-negro e, por isso, o clube só se filiou à Liga Metropolitana de Futebol – criada em 1905 – em 1912, depois do ingresso dos ex-tricolores, ficando cerca de nove anos disputando somente amistosos.

O Futebol Oficial no Flamengo

O futebol do Flamengo é dissidente do Fluminense. Em 1911, o tricolor estava às vésperas do título carioca, mas, atravessava grave crise interna. O capitão do time, Alberto Borgeth (o mesmo que remava pelo Flamengo), se desentendeu com os dirigentes e, depois de conquistado o campeonato, liderou um movimento de saída das Laranjeiras. Dez jogadores campeões deixaram o Fluminense: Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida, Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews e Arnaldo Machado Guimarães.

Dia 8 de novembro, foi aprovado o ingresso dos novos sócios. Os remadores do Flamengo, porém, não eram favoráveis à dedicação oficial do clube rubro-negro ao futebol, caso que estava sendo analisado por uma comissão da qual o líder era justamente Alberto Borgerth.

Mas não teve jeito mesmo. Em assembléia realizada no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente o seu time de futebol, sob a responsabilidade do Departamento de Esportes Terrestres.

A equipe treinava na praia do Russel e conquistava maior simpatia ainda com o povo, que acompanhava de perto os atletas no dia-a-dia. No primeiro jogo oficial, realizado dia 3 de maio de 1912, no campo do América, na Campos Sales, uma goleada, a maior da história do clube. O Flamengo venceu o Mangueira por incríveis 15 a 2. A equipe rubro-negra jogou com Baena, Píndaro e Nery; Curiol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo de Carvalho, e Borgerth. Gustavo Adolpho de Carvalho marcou o primeiro gol oficial da história do Flamengo e fez outros três no jogo. Arnaldo (4), Amarante (4), Borgeth (2) e Galo (1) completaram o placar.

Como não possuía um campo próprio, o Flamengo mandava os seus jogos no Fluminense. Depois de um tempo, arrendou um espaço na rua Paissandu, de propriedade da família Guinle, e parou de considerar o estádio das Laranjeiras como a sua casa.

O primeiro FLA X FLU e os primeiros títulos

No dia 7 de julho de 1912, o Flamengo disputou o seu primeiro Fla x Flu. Os campeões dissidentes do tricolor que passaram a defender o rubro-negro, porém, surpreendentemente perderam por 3 a 2 no confronto com o ex-clube. Muitos dizem que por causa desta derrota é que abriu-se a enorme ferida que alimenta a eterna rivalidade do clássico mais famoso do mundo, o único que tem nome próprio.

Mas a primeira derrota para o rival não abalou em nada o ânimo rubro-negro. Nos oito primeiros anos de disputa futebolística, dois tricampeonatos nos 2º Quadros (aspirantes da época), 1912/13/14 e 1916/17/18, dois vice-campeonatos, em 1912/13, e um bicampeonato com a equipe principal, 1914/15.

No primeiro título oficial conquistado pelo Flamengo, apenas uma derrota, para o Botafogo, por 2 a 1. Já o bicampeonato foi invicto. Destacou-se nas duas campanhas o artilheiro Riemer, com 8 gols em 1913, 14 e 15.

Conforme ia se afirmando como esporte importante no clube, o futebol mudava de uniforme. Em 1912, a estréia oficial foi feita com a camisa quadriculada em vermelho e preto, logo apelidada jocosamente de Papagaio de Vintém pelos adversários. No ano seguinte, mudança para as listras vermelha e preta, sendo que com um friso branco entre uma e outra. Também ganhou apelido, o de Cobra Coral. Como era muito semelhante ao pavilhão fascista alemão, em 1914 ficou determinado finalmente que os jogadores do futebol poderiam usar o mesmo uniforme dos remadores, implantando-se, enfim, a igualdade nos dois esportes. O resultado foi a conquista do primeiro título. Superstição ou não, funcionou e continuou assim.

Mas, após o bicampeonato de 1914/15, o Flamengo sofreu um duro golpe. A família Guinle não quis renovar o contrato de arrendamento do campo de treino da rua Paissandu, dando somente a opção de compra. Como o clube não dispunha de verbas para investimento de tal vulto, ficou com o prazo até o dia 31 de dezembro de 1931 para deixar o local.

A conquista definitiva do povo

A década de 20 foi boa para o Flamengo. Depois de conquistar os títulos de 1914/15 no futebol, o clube voltou a levantar o título carioca em 1920, de forma invicta e marcando a primeira dobradinha com o remo – que havia ganho pela primeira vez no bicampeonato de 1916/17 – sendo campeão de terra e mar.

A taça de 1920 também foi importante para aumentar ainda mais a rivalidade com o Fluminense. Com a conquista, o Flamengo impediu, pela primeira vez, um tetracampeonato do tricolor.

Em 1921, novo título no futebol. Os principais nomes do time eram os atacantes Junqueira, Candiota, Nonô e Sidney, Porém, nos três anos seguintes, o Flamengo foi vice-campeão seguidamente, voltando a conquistar o Carioca somente em 1925. Nesta campanha, só foi derrotado uma vez – pelo Fluminense, placar de 3 a 1 -, venceu pela primeira vez outro tradicional rival, o Vasco da Gama, por 2 a 0, e teve em Nonô o grande artilheiro e destaque novamente, com 27 gols em 18 jogos.

Raça Rubro-Negra popular

No ano de 1927 aconteceram dois episódios que comprovam muito bem a força que o Flamengo já representava com apenas trinta anos de história. O primeiro foi o poder rubro-negro no futebol. O segundo, a sua famosa popularidade comprovada em números.

Suspenso por um ano pela Associação Metropolitana de Esportes Atléticos por ceder o seu campo de treinamento ao Paulistano para um amistoso com argentinos, o clube ficou sem jogadores. Os atletas se transferiram para outros times ou abandonaram a carreira, não acreditando que o Flamengo pudesse reverter a situação.

Mas o povo se revoltou e exigiu a volta do clube às competições. Autorizado a disputar o campeonato carioca, o Flamengo contou apenas com jogadores que já haviam encerrado a carreira. Na primeira partida, uma goleada sofrida frente ao Botafogo por 9 a 2. Mesmo assim, a raça rubro-negra falou mais alto na hora da decisão e o Flamengo reverteu a situação mesmo com um time improvisado, sendo campeão em cima do Vasco, vencendo as decisões do turno, 3 a 0, e do returno, 2 a 1.

Nesta última partida, o atacante Moderato mostrou do que a paixão rubro-negra é capaz, apesar do incipiente profissionalismo. O jogador, que sofrera uma cirurgia de apêndice dois dias antes do jogo, atuou com uma cinta e suportou fortes dores até o fim dos noventa minutos.

O outro episódio marcante do ano de 1927 é a eleição do clube mais querido do Brasil. Com o objetivo de apontar a agremiação mais popular do país, o Jornal do Brasil promoveu uma votação em que os leitores deviam enviar cupons apontando o seu time do coração.

Os jornaleiros lusitanos, então, escondiam os exemplares e só os vendiam aos torcedores vascaínos. No dia de entregar os cupons na sede do jornal, rubro-negros se disfarçaram de portugueses e recolheram os votos cruzmaltinos, jogando-os no poço do elevador e nas latrinas. Na hora da contagem dos votos, o Flamengo foi eleito o Mais Querido do Brasil. Estava comprovada definitivamente a popularidade e a força do clube.

Preocupação com o patrimônio Rubro-Negro

Junto com a conquista dos títulos do futebol e do remo, o Flamengo se movimentava para aumentar o seu patrimônio. Em 1920, os sócios autorizaram a diretoria a comprar o prédio do nº 66 e o restante do nº 68 (antigo nº 22, residência de Nestor de Barros e local de fundação do Grupo de Regatas do Flamengo), onde já estava sediada a sede náutica e social do clube.

Quase no fim da campanha de arrecadação junto ao quadro social, em 25 de março de 1925, o presidente Faustino Esposel reuniu a diretoria e comunicou a disposição do então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Antônio Prado Jr,. de ceder uma área de mais de 34 mil metros quadrados às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Com a possibilidade de ter um grande espaço para as atividades sociais e esportivas do clube, a diretoria do Flamengo hipotecou os prédios de º 66 e 68 assim que os adquiriu, visando aumentar as verbas e poder dar início às obras na Gávea para a construção do estádio próprio.

O primeiro jogo na Gávea, ainda sem muro e cercado por um punhado de madeiras, aconteceu em 26 de novembro de 1926 entre a Liga de Amadores de Foot-Ball (São Paulo) contra a Association de Amateurs de Argentina.

Profissionalismo, jejum e Gávea

Os anos trinta foram marcados pelo jejum rubro-negro no futebol. Ocupado em dar início às obras no terreno da Lagoa, o Flamengo teve o maior período sem títulos no esporte mais popular.

Com a última taça sendo conquistada de maneira brilhante em 1927, o Flamengo só voltou ao posto de melhor time carioca doze anos depois, no campeonato de 1939, já com o seu estádio pronto.

Em 1936, 1937 e 1938, o rubro-negro viu o tricolor ser campeão carioca, ficando com o vice. Mas a espera valeu a pena, pois o título de 1939 evitou, pela segunda vez, o inédito tetracampeonato do Fluminense. O rival das Laranjeiras havia contratado quase toda a seleção paulista e ganho o tri nos anos anteriores. O Flamengo tinha os craques Yustrich, Domingos da Guia, Leônidas da Silva, Valido e Jarbas e não perdeu um jogo para o então grande tricampeão – venceu dois dos três confrontos, por 2 a 1 -, coroando a campanha com uma vitória em cima do Vasco por 4 a 0.

Construção da Gávea

Em de 14 de novembro de 1931, pelo decreto municipal 3.686, o Flamengo ficou com o direito de cessão e aforamento do terreno da Lagoa garantido pelo prazo de 60 anos. Ali o clube construiu seu primeiro estádio de futebol, com cercas de madeira.

No dia 28 de dezembro de 1933, o então presidente José Bastos Padilha pagou a taxa de 497 contos de réis e o Flamengo pôde começar as obras de construção do estádio da Gávea – o Estádio José Bastos Padilha -, com capacidade para 6 mil espectadores.

No lançamento da pedra fundamental do estádio, o Prefeito do Distrito Federal já era Pedro Ernesto, que foi homenageado na ocasião. Em 10 de janeiro de 1935, pressionado pela Prefeitura, o presidente José Bastos Padilha anunciou o término da construção do muro de alvenaria em volta do terreno, uma das exigências do contrato de cessão do imóvel. Foram colocados quatro portões de madeira e construída uma pista de atletismo em volta do campo. Algum tempo depois, o Flamengo conseguiu a instalação de água para irrigação do gramado e chuveiro nos vestiários, além de luz elétrica e um telefone particular.

Em 14 de março de 1936, o Conselho Deliberativo autorizou o início das obras de construção das arquibancadas do estádio. Foram arrecadados 500 contos de réis para que a Comissão de Obras formada por Mário Rebello de Oliveira, Manuel Joaquim de Almeida, Comandante Alberto Lucena, José Manoel Fernandes, Gustavo de Carvalho e Alejandro Baldassini contratasse os construtores. A primeira estaca, de um total de 160 a cargo da firma Pieux-Franki, foi batida com uma grande solenidade no dia 9 de agosto de 1936. Custo da obra: 360 contos de réis. O preço total do estádio tinha sido avaliado em 1 milhão e 100 mil contos de réis, a cargo da Construtora Pederneiras S. A.

Para não parar a obra, era preciso arranjar dinheiro e isso foi feito através do lançamento de títulos de sócio proprietário autorizado pelo Conselho Deliberativo em sessão de 9 de janeiro de 1937. Inicialmente, foram lançados 100 títulos a 4 contos de réis cada um. Sucesso total, comprovando mais uma vez a enorme popularidade do Flamengo junto ao povo. Todos foram vendidos em 30 dias e o Flamengo arrecadou 400 contos de réis. Mais 100 títulos foram lançados – já com aumento – a 5 contos de réis cada e também vendidos. Mais 500 contos de réis no caixa do Flamengo.

As obras estavam sendo tocadas a pleno vapor quando o presidente José Bastos Padilha renunciou ao cargo alegando cansaço após cinco anos lutando pela construção do estádio. Raul Dias Gonçalves assumiu e completou o mandato até 31 de dezembro de 1938.

No meio do mandato de Raul Gonçalves, o conselheiro Oscar Esposel propôs a inauguração do Estádio da Gávea em 15 de novembro de 1938, quando o Flamengo estivesse completando 43 anos de fundação. Mas a festa aconteceu antes. No dia 4 de setembro de 1938, o Estádio da Gávea, logo depois batizado “Estádio José Bastos Padilha”, foi inaugurado com um jogo entre Flamengo e Vasco. Vitória vascaína, por 2 a 0, mas a alegria era mesmo rubro-negra, por estar com a nova casa concluída.

O primeiro Tri-campeonato

Depois do brilhante título de 1939, o Flamengo perde o craque Leônidas da Silva e assiste o Fluminense voltar a reinar no início da década de 40. O tricolor conquista o bicampeonato em 1940/41, deixando o rubro-negro como vice nos dois anos, e parte rumo a outro tri. Neste último ano, Pirilo, centroavante do Flamengo, entra para a história do campeonato carioca, ao marcar 39 gols, sendo o maior artilheiro num ano da competição.

O então presidente do Flamengo, Gustavo de Carvalho, decide dar plenos poderes ao técnico Flávio Costa. O treinador estrutura o time rubro-negro para impedir o título do Fluminense.

Surge um dos três maiores jogadores da história do Flamengo. Thomaz Soares da Silva, o Zizinho, ou Mestre Ziza, tal era a sua categoria. O craque comanda a equipe rubro-negra em 1942 e impede mais um tricampeonato tricolor, dando início à primeira seqüência de três títulos cariocas seguidos do rubro-negro, em 1942/43/44.

Liderando uma grande equipe, na qual se destacavam as lendas rubro-negras Yustrich, Domingos da Guia, Biguá, Jaime, Valido, Pirilo e Vevé, Zizinho leva o Flamengo à sua primeira grande glória da história.

Em três anos, 44 vitórias, 188 gols marcados e apenas seis derrotas. Em 63 jogos o time obtém média de três gols por partida. Pirilo foi o artilheiro da campanha, marcando 46 vezes. O grande destaque foi Valido, que voltou ao futebol aos 41 anos, para marcar o gol do tri. Mesmo sofrendo de febre, o centroavante argentino fez 1 a 0, aos 41 min do segundo tempo da final disputada na Gávea para 20 mil pessoas, contra o Vasco, num lance muito polêmico – o jogador teria se apoiado no zagueiro adversário para cabecear. Choro vascaíno e alegria rubro-negra, em um dos títulos mais saborosos da história do Flamengo.

A ressaca depois do TRI

Conquistado o primeiro tricampeonato da história do clube, o Flamengo não consegue manter o time para a tentativa do tetra, em 1946. Perácio é convocado pelo Exército Brasileiro para lutar no fim da II Guerra Mundial e sem Jurandir, Domingos da Guia e Valido, o rubro-negro perde suas forças. O tiro de misericórdia é dado pelo Vasco, que contrata o mentor Flávio Costa.

São pouco os remanescentes do tricampeonato e nem Zizinho e Jair da Rosa Pinto são capazes de levar o clube ao quarto título seguido. A crise se instala no futebol da Gávea e o Flamengo não consegue mais do que as terceiras colocações em 1945/46 e 1948/49. Pior, começa o tabu, que iria durar até 1951, de não vencer o Vasco por seis anos. A década que começou bem para o Fla termina mal.

O segundo Tri-campeonato

A década de 50 começa para o Flamengo da mesma forma que a de 40 terminou: com crise no futebol. O presidente Dario de Melo Pinto vende Zizinho para o Bangu, antes mesmo da Copa do Mundo disputada no Brasil, numa negociação lamentada por muitas décadas no clube rubro-negro. Para piorar, o tabu contra o Vasco continua e, numa goleada de 5 a 2 sofrida para o rival, a torcida fica revoltada e queima a camisa 10 de Jair da Rosa Pinto, exigindo a volta do técnico Flávio Costa. O resultado de tanta turbulência é a pior colocação rubro-negra na história do campeonato carioca, um sétimo lugar, atrás até do Olaria.

Diante de tamanho desastre, o treinador do tri da década de 40 é contratado pela diretoria. Mas o retorno à Gávea de Flávio Costa não é igualmente vitorioso. O time termina em quarto lugar em 1951 e é vice em 1952, perdendo o título para o Vasco. Pelo menos termina com o tabu de derrotas para os cruzmaltinos, em 1951, mas nada que segurasse o técnico na Gávea novamente.

Em 1953, chega à Gávea aquele que iria conduzir o Flamengo ao segundo tricampeonato da sua história. O paraguaio Fleitas Solich contrata os conterrâneos García, Chamorro e Benítez e junta-os a uma geração maravilhosa formada na Gávea. Na defesa, a virilidade de Pavão e a habilidade de Jordan; no meio-campo, a técnica de Dequinha, Rubens, Paulinho e Moacir; na frente, um ataque habilidoso e goleador, formado por Joel, Índio, Henrique, Evaristo, Zagallo e Dida; destaques da campanha do segundo tri conquistado em 1953/54/55.

No último ano do tri, a taça é levantada depois de uma melhor de três contra o América, em que o Flamengo vence a primeira por 1 a 0, perde a segunda de goleada, 5 a 1, e devolve o placar dilatado na terceira, 4 a 1.

Conquistado o segundo tri da sua história, o Flamengo não repete as brilhantes atuações nos campeonatos seguintes e termina em terceiro colocado em 1956 e 1957, sendo vice em 1958 e sexto lugar em 1959.

Década de alegrias Rubro-Negras

A década de 50 foi uma das melhores da história do Flamengo. Se não venceu nenhum campeonato no remo, pelo menos no futebol foi tricampeão carioca e revelou craques até para a seleção brasileira campeã mundial em 1958; no basquete teve a geração maravilhosa de Algodão, comandada por Kanela, que foi decacampeã carioca; no vôlei foi duas vezes bicampeão com Carmen Godinha e Zoulo Rabelo; e no atletismo conquistou um pentacampeonato carioca e um brasileiro com Tião Mendes.

Tanta emoção vitimou um dos maiores presidentes da história do clube. Gilberto Cardoso, um símbolo do amor rubro-negro, faleceu devido ao um infarto depois da emocionante final do campeonato carioca de basquete de 1955, decidida no último segundo. O Flamengo perdeu um dos seus mais dedicados filhos numa época gloriosa.

Mais conquistas e o primeiro título nacional

A década de 60 não começou bem para o Flamengo. Além da quarta colocação campeonato carioca, a renúncia do presidente George Fernandes por causa de dívidas do clube serviu para tumultuar ainda mais o ambiente rubro-negro.

Fadel Fadel assume e dá sorte. No seu primeiro ano, em 1961, o Flamengo conquista o Torneio Rio-São Paulo, sendo a primeira taça de nível nacional que vem para a Gávea. Surge a geração de Carlinhos, Nelsinho, Gérson, Jaime, Silva e Almir.

Em 1963, o Flamengo impede o tricampeonato carioca do Botafogo. Começa mal o campeonato, com duas derrotas, para América e Bangu. Mas se recupera e não perde mais nenhuma partida até o fim da campanha.

Este mesmo ano marca o fim do jejum no remo, que vence após 20 anos e torna o Flamengo campeão de terra e mar novamente. O presidente Fadel Fadel inicia a construção do parque aquático da Gávea, reestrutura o departamento de natação do clube e organiza o esporte que iria dar os bons frutos no fim da década de 60, com o bicampeonato estadual e o primeiro Troféu Brasil.

Depois do terceiro lugar em 1964, o Flamengo tem um maravilhoso ano em 1965. No futebol ganha o campeonato carioca e o Torneio do IV Centenário do Rio de Janeiro, começa a campanha do pentacampeonato do remo – sendo mais uma vez campeão de terra e mar – e conquista o bicampeonato do Troféu Brasil de atletismo, além do estadual masculino do esporte.

Entra a administração de Luis Roberto Veiga de Brito. Em 1966, um episódio marcante, mas nem tão feliz para o clube. O Flamengo perde a decisão do campeonato carioca para o Bangu e Almir Pernambuquinho, raçudo centroavante rubro-negro, não deixa a partida acabar ao iniciar a maior briga da história do Maracanã.

Era uma época difícil para o futebol do Flamengo. Vivendo uma entressafra de craques e tendo como maior adversário o super-time do Botafogo, com Garrincha, Didi e Gérson, o time rubro-negro fica no jejum na segunda metade da década de 60. Em 1969, tem a oportunidade de conquistar o título, mas perde para o Fluminense.

Se no futebol estava ruim, o remo continuava a campanha do pentacampeonato e a natação conquistava o bicampeonato carioca, depois de um longo jejum de 28 anos, e o inédito Troféu Brasil. Coisas de um clube forte em vários esportes.

O começo da geração de ouro

Depois de um fim de década nem tão bom para o futebol, o Flamengo começa a formar a geração que daria as maiores glórias para o clube no esporte. Zico, que chegara ao clube em 1967 pelas mãos do radialista Celso Garcia, já se destacava nas escolinhas rubro-negras. Em 1972, o Flamengo vence o campeonato carioca depois de sete anos e o jovem craque lidera o time juvenil no primeiro ano do bicampeonato da categoria – já havia estreado nos profissionais em 1971.

Neste ano ainda, outra grande alegria foi a conquista do Torneio do Sesquincentenário da Independência do Brasil. Porém, acontece um desastre também, que seria reparado somente nove anos depois. A goleada de 6 a 0 do Botafogo fere a alma da torcida rubro-negra.

Em 1974, Zico passa a titular da equipe principal do Flamengo e ganha o seu primeiro título como profissional, em cima do Vasco, campeão brasileiro do mesmo ano. O craque rubro-negro dá uma pequena amostra do que seria capaz de proporcionar ao clube.

Nos dois anos seguintes, não teve como superar o Fluminense e sua máquina tricolor. O presidente Francisco Horta montou um grande time, não deixando chance para os rivais, e conquistou o bicampeonato carioca.

Mas a espera valeu a pena. Em 1978, o Flamengo conquistou um dos títulos mais marcantes da sua história. Impediu o bicampeonato do Vasco vencendo a partida no final – gol de Rondinelli de cabeça – e deu início à campanha do seu terceiro tricampeonato carioca, completado em 1979 com dois títulos em um ano.

Era o início de um grupo que brilharia intensamente na década de 80. Os talentos incipientes de Júnior, Andrade, Zico e Tita, a categoria veterana de Carpegiani e Raul, coadjuvantes mais que brilhantes como Rondinelli e Cláudio Adão e os que ainda estavam por vir, como Leandro, Figueiredo, Mozer, Adílio, Júlio César, das divisões de base da Gávea, e Nunes, Baltazar e Lico.

Formação de talentos também nos outros esportes

A preparação para uma década maravilhosa, a de 80, não foi privilégio só do futebol. A natação do Flamengo formou os talentos que iriam trazer para a Gávea uma extensa lista de títulos cariocas e brasileiros durante mais de dez anos. Em 1978, ganhou o Troféu José Finckel e iniciou em 1979 a sensacional sequência de títulos estaduais que só iria terminar no fim da década de 90.

No vôlei feminino e no remo, os atletas rubro-negros eram formados já ganhando títulos. As meninas venceram o estadual de 1977 depois de 16 anos de jejum e alcançaram a glória nacional ao vencerem o campeonato brasileiro em 1978. Já dentro d’água, a sequência de títulos foi impressionante. O Flamengo conquistou todos os cariocas da década, vencendo o seu primeiro Troféu Brasil em 1978.

Década maravilhosa

A década de 80 foi a que mais trouxe conquistas para o Flamengo. Anos em que a alegria de ser rubro-negro era maior do que qualquer outra coisa. Tempo em que Zico, o maior ídolo da história do clube, reinava nos campos de futebol, coadjuvado por estrelas como Raul, Leandro, Mozer, Rondinelli, Júnior, Andrade, Adílio, Júlio César, Tita, Nunes e Lico. Fora dos gramados, o esporte amador ganhava tudo o que disputava, na natação, basquete, remo e judô.

Embalado pelo tricampeonato carioca, em 1980, o Flamengo conquista o seu primeiro Campeonato Brasileiro – até então, no Rio de Janeiro, somente o Vasco havia se sagrado campeão nacional, em 1974. Depois de perder no Mineirão por 1 a 0, Raul, Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani e Zico; Tita, Nunes e Júlio César entram em campo no Maracanã com a obrigação de vencer. O esquadrão rubro-negro faz uma emocionante final com o Atlético-MG, ganha nos últimos minutos, com gol do centroavante rubro-negro. A explosão de alegria seria a primeira de muitas na década.

No ano seguinte, o Flamengo teve as maiores felicidades que um clube pode alcançar, tudo isso num espaço de dois meses. De novembro até o fim do ano, o time foi campeão estadual, da Taça Libertadores da América e Mundial, tornando-se o segundo time da história do futebol brasileiro a conquistar a glória de ser o melhor do planeta. De quebra, ainda devolveu uma goleada de 6 a 0 sofrida para o rival Botafogo em 1972 e que ficou por quase 10 anos entalada na garganta dos torcedores rubro-negros.

Participando pela primeira vez da disputa da Taça Libertadores da América, o Flamengo voltou todas as suas forças para essa competição. Mostrou ser bom de bola e valente sem ela também. Superou a violência dos rivais sul-americanos e conquistou o título de campeão do continente, em uma final muito disputada, com o Cobreloa, vencida por 2 a 0 no terceiro jogo, gols de Zico.

No dia 13 de dezembro de 1981, o Flamengo entrou em campo para o jogo mais importante da sua história. Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico eram os onze encarregados de levar o clube rubro-negro à conquista do título mundial interclubes contra o Liverpool, poderoso time inglês.

O Mengão mostrou sua força, enfiou 3 a 0, gols de Nunes (2) e Adílio, já no primeiro tempo e se sagrou campeão do mundo. Era o êxtase maior da Nação, que, em todas as partes do planeta, cantou como nunca a alegria de ser rubro-negro.

No ano seguinte, mais motivo para sorrir, com a conquista do bicampeonato brasileiro. Da equipe campeã mundial, a única mudança havia sido a entrada do jovem Figueiredo no lugar do zagueiro Marinho. Na decisão, o Flamengo venceu o Grêmio no seu terreiro por 1 a 0, gol de Nunes (na foto ao lado)depois de passe de Zico, pra variar.

Em 1983, o terceiro título e a coroação de melhor time do Brasil da década, já no começo da mesma. Na final de Campeonato Brasileiro com maior público de todos os tempos (mais de 155.253 pessoas), o Flamengo novamente não deixou prevalecer a vantagem do empate do adversário. Meteu um gol logo aos 40 segundos de jogo, com Zico, e ampliou com Leandro no fim da primeira etapa. No último minuto, Adílio, o melhor em campo, fechou a goleada. O clube rubro-negro se igualava ao Inter, tricampeão em 1976/76/79, como o clube de maior número de títulos nacionais do país.

Apesar do apogeu, o Flamengo perdeu o seu maior ídolo. Na época em que os clubes estrangeiros começavam a se tornar o eldorado do futebol mundial, Zico se transfere para o Udinese, da Itália, e a Nação fica orfã. O resultado é um jejum de títulos de três anos na década mais gloriosa do clube da Gávea.

O Galinho de Quintino não agüenta de saudades e volta em 1985. Os adversários tremem de novo e, mesmo em recuperação de mais uma cirurgia no joelho e envolvido com a seleção brasileira, comanda um time jovem ao título de campeão carioca de 1986, o segundo da década de 80. Nesta equipe despontava aquele que poderia ter sido o seu substituto, mas que não aproveitou a chance e se perdeu em outros clubes. Bebeto foi destaque da campanha e começou a se firmar entre os profissionais.

Em 1987, junto dos veteranos Leandro, Edinho e Andrade, dos novos talentos desenvolvidos na Gávea, como Jorginho, Aldair, Leonardo, Bebeto e Zinho, e de um endiabrado ponta direita, Renato Gaúcho, Zico levanta a quarta taça de campeão brasileiro, tornando, na época, o Flamengo em maior detentor de títulos nacionais de todos os tempos.

A década terminou de maneira triste para o Flamengo. Em 1989, o craque maior da história do clube da Gávea se despediu dos gramados e deixou uma legião enorme de fãs carentes. Como ficaria o Flamengo sem Zico? Ainda mais que Bebeto e jovens valores da equipe rubro-negra estavam sendo negociados, como Leonardo, Jorginho, Aldair e outros craques veteranos já haviam deixado o clube – Andrade e Renato Gaúcho foram para o Roma e depois retornaram para outros clubes brasileiros e Leandro abandonou os gramados.

Apesar de tudo, campeão

Zico não esteve presente na história do Flamengo como jogador a partir de 90. Mas, um outro remanescente da década maravilhosa rubro-negra seguiu no comando da garotada rubro-negra. Júnior, que voltara ao Flamengo em 1989, comandou o time na primeira metade da última década do século XX. Jogando no meio-campo, o craque conquistou mais dois títulos nacionais, um carioca e alavancou o Flamengo de novo ao posto de um dos melhores times do Brasil.

Em 1990, o Flamengo ganhou a Copa do Brasil no seu segundo ano de existência. No estádio do Serra Dourada, segurou um empate em 0 a 0 que lhe garantia o título, pois vencera no primeiro jogo da decisão por 1 a 0, gol de Fernando. Júnior começava a liderar a geração campeã da Copa São Paulo de Juniores, formada por Júnior Baiano, Piá, Fabinho, Marquinhos, Djalminha, Paulo Nunes, Nélio e outros.

No ano seguinte, em um dos Campeonatos Carioca mais disputados da década, Júnior, o ‘Maestro da Gávea’, como passou a ser conhecido na época pelo seu requintado futebol na armação de jogadas, organizou a garotada rubro-negra no título carioca, junto com o já experiente Zinho e Uidemar, o Ferreirinha. O centroavante Gaúcho, com seus gols de cabeça, torna-se uma das principais armas do time.

Em 1992, mesmo vindo da conquista estadual, o Flamengo entrou desacreditado no Campeonato Brasileiro. No começo da campanha, até fez jus à falta de fé. Ficou atrás na classificação e parecia não ter forças para chegar entre os primeiros.

Mas, em uma arrancada sensacional, passou à fase decisiva, elimina o favorito time do Vasco e humilhou a constelação de estrelas do Botafogo na final. Para se tornar pentacampeão brasileiro e ampliar a vantagem como maior vencedor desta competição no país, o jovem time do Flamengo contou com os gols de Júnior, artilheiro da campanha com nove gols (feito inédito para o jogador), e o apoio da Nação Rubro-Negra. A torcida mostrou a sua força nos jogos finais, colorindo totalmente o Maracanã em vermelho e preto no último jogo, espremendo os rivais botafoguenses em um canto do estádio.

Nos dois anos seguintes, o Flamengo sofre. Júnior se despede dos gramados e deixa a Nação novamente sem rumo. “Quem é o nosso ídolo agora?” – perguntavam-se os rubro-negros.

Novos ídolos não correspondem

Em 1995, o ex-radialista Kléber Leite assumiu a presidência e trouxe consigo Romário (na foto ao lado), o craque da Copa do Mundo de 1994, conquistada pelo Brasil. O novo dirigente tirava o melhor jogador do mundo do clube mais poderoso da Europa, o Barcelona. Junto com o jogador, chega à Gávea Wanderley Luxemburgo, treinador apontado pela imprensa como o melhor do país. A promessa era, então, de um futuro brilhante. No ano do seu centenário, o Flamengo parecia que ia marcar a data com vitórias e títulos. Mas não foi exatamente isso que aconteceu.

Na fase decisiva do Campeonato Carioca, o time abriu ampla margem de pontos do segundo colocado e pareceu que iria dar a primeira alegria antes da metade do ano. Mas, numa final emocionante, perde para o Fluminense por 3 a 2, com o histórico gol de barriga de Renato Gaúcho no fim do jogo, e deixa a taça escapar.

A derrota abalou o início da administração Kléber Leite, que se desfez de parte do time e contratou jogadores para o Campeonato Brasileiro. Em mais uma hábil negociação, trouxe do Palmeiras, clube mais rico do Brasil na época, o atacante Edmundo. Além de ter em seu elenco um trio de frente maravilhoso, com Sávio e Romário também, o Flamengo atingiu o Vasco, ex-clube do jogador.

Mas, apesar de contar com o ‘ataque dos sonhos’, o time vai mal no Campeonato Brasileiro e perde um título no Maracanã. Numa final em que a torcida rubro-negra lotou o Maracanã sozinha, o Flamengo venceu o Independiente, da Argentina, somente por 1 a 0 – precisava de pelo menos dois gols de saldo – e não aproveitou a última oportunidade de conquistar alguma coisa no ano do centenário.

Promessas e dois títulos Cariocas

Romário chegou à Gávea em 1995 prometendo dar alegrias à torcida, mas, passado o primeiro ano, o artilheiro não havia conquistado nada. Já sem Edmundo, o presidente Kléber Leite movimenta os cofres rubro-negros e compra mais jogadores. Do Fluminense campeão carioca e quarto colocado do Campeonato Brasileiro, chegam o lateral-esquerdo Lira, os meias Márcio Costa e Djair e o técnico Joel Santana. Tira do Botafogo a revelação da competição nacional, o armador Iranildo, e traz o atacante Amoroso, destaque da seleção brasileira.

Com bons jogadores até no banco de reservas, o Flamengo ganha o Campeonato Carioca de 1996 sem perder para ninguém – o quarto título invicto na história rubro-negra. Na final, empate em 0 a 0 com o Vasco e muito alívio depois de um jejum de três anos sem títulos.

A alegria dura pouco. Nas competições seguintes, o time não mantém o mesmo padrão. A diretoria compra e vende jogadores, chegando a uma centena de transações até 1998 (fim do seu mandato). Nesta leva, Romário vai para a Europa e volta. Eem mais uma hábil negociação de Kléber :Leite, que chega na frente do Vasco, Bebeto é contratado para reviver com o Baixinho a dupla de ataque tetracampeã mundial, mas sai pela porta dos fundos. Sávio é outro que também afunda junto com a equipe e acaba sendo envolvido numa troca com o Real Madrid.

O resultado de tanto entra e sai é um Flamengo descaracterizado, com vários jogadores que nem sequer esquentam o lugar na Gávea. O time sofre derrotas constrangedoras e Kléber Leite é chamado de pé-frio. A maior alegria do período acaba sendo o desastre do rival. O Vasco perde o título mundial no fim de 1998 e faz os rubro-negros voltarem a sorrir.

Futuro promissor

A felicidade motivada pelos vascaínos se prolongou em 1999. Edmundo Santos Silva foi eleito presidente e não comprou nenhum jogador para a disputa do Estadual. Limitou-se a manter a equipe e a contratar um gerente de futebol, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi. No início do Campeonato Carioca, então, o vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda desdenhou e afirmou que os outros clubes iriam disputar o vice-campeonato. Mesmo com um time inferior tecnicamente, o Flamengo supera na raça o rival e leva mais uma taça para a Gávea, a 25ª da sua história.

Durante o ano, o clube se agitou em torno da discussão da proposta de parceria da empresa suiça de marketing ISL, ao mesmo tempo em que começou a se reforçar nos esportes amadores (Oscar, o maior jogador brasileiro de basquete de todos os tempos, e Virna e Leila, da seleção nacional de vôlei, começaram a defender as cores vermelha e preta) e continuou sem contratar no futebol.

No Campeonato Brasileiro, o clube não foi bem. Mas, na Copa Mercosul, ganhou um título internacional oficial depois de 18 anos – desde o campeonato mundial interclubes, em 1981. A forma como foi conquistada agradou em cheio a Imensa Nação Rubro-Negra. Depois de uma semifinal em que se classificou no Uruguai eliminando o Peñarol e agüentando a covardia do adversário, que armou uma arapuca no término da partida e encurralou o time no campo, o Mengão superou o poderoso Palmeiras na final, com atuações soberbas dos jovens valores formados na Gávea, como Rodrigo Mendes, Lê e Reinaldo.

Junto com a decisão, a assinatura do contrato de parceria com a ISL foi firmado, no dia 17 de dezembro, anunciando um futuro de ainda mais glórias para o Flamengo a partir do ano 2000.

Sucesso no novo milênio

O acordo com a empresa suíça de Marketing Esportivo, a ISL, possibilitou ao Flamengo realizar grandes contratações. Nesta época, craques como o iugoslavo Petkovic, Edílson, Gamarra e Vampeta e o respeitável técnico Zagallo foram contratados e ajudaram o clube a conquistar grandes vitórias e títulos importantes para a história do clube.

Em 2000, o Flamengo conquistou o bicampeonato estadual, ao vencer o Vasco no primeiro jogo da final por 3 a 0, no Maracanã, com gols de Athirson, Fábio Baiano e Beto. Na segunda partida, no mesmo estádio, o Fla repetiu a boa performance e derrotou a equipe cruzmaltina por 2 a 1, com gols de Reinaldo e Tuta, conquistando, o bicampeonato estadual.

Mesmo com o final da parceria Flamengo x ISL, que durou cerca de um ano, o Flamengo não deixou a “peteca cair” e continuou o seu caminho de vitórias e conquistas importantes. Em 2001, o clube rubro-negro conquistou mais um tricampeonato estadual, novamente contra o Vasco. No primeiro jogo da final, o Mengo não conseguiu garantir a vitória e acabou perdendo para o arqui-rival por 2 a 1, Petkovic garantiu o único tento do Fla. Na segunda partida, não teve pra ninguém. O Flamengo venceu com méritos o Vasco por 3 a 1, com dois gols de Edílson e um suado gol de Pet, aos 44 do segundo tempo.

A trajetória do Mengo durante o início deste milênio é gloriosa, vale descartar apenas a atuação do clube no Campeonato Brasileiro de 2001, quando por pouco o time não foi rebaixado para a segunda divisão. Em outras competições, o Fla continuou fazendo bonito, conquistou a Copa dos Campeões ao derrotar o São Paulo e chegou à final da Copa Mercosul ao vencer o Grêmio, nos pênaltis.

Visite o Blogão do Flamengo

Sem comentários ainda

Nenhum comentário ainda.

Comentários RSS URI identificador do TrackBack

Deixe um comentário